2000 navios nas Instalações Portuárias de Receção da CIRES – IPR

Com cerca de cinco mil toneladas de Cloreto de Vinilo (VC), no passado dia 14 de setembro de 2021, a IPR da CIRES, situada no terminal químico do porto de Aveiro, acolheu a descarga número dois mil, desta matéria-prima fundamental à produção de resinas de PVC (Policloreto de Vinilo) na fábrica da CIRES em Estarreja.

Desde junho de 1972, ano em que se concluiu a construção destas instalações, que se iniciou o transporte por via marítima. Através de um contrato com a SACOR (a que sucedeu a Petrogal em 1975) para utilização da ponte-cais desta empresa, a CIRES ficou assim com esta disponibilidade de receção, permitindo consideravelmente a redução de custos de receção da matéria-prima e aumentando deste modo a sua produção fabril.

Durante duas dezenas de anos, o transporte do VC para a fábrica em Estarreja, era feito através de camiões cisternas, processo complexo e com custos económicos e ambientais elevados. Com apenas uma capacidade de carga de 23 ton de VC, o percurso entre a IPR e a fábrica era de 75 Km (ida e volta). O impacte ambiental era considerável sobretudo devido aos gases de escape das viaturas e à poluição sonora. Se acrescentarmos os riscos para os camiões cisternas e para o material transportado e ainda restrições oficiais no transporte por estrada, especialmente ao fim de semana e feriados, era expectável que seria necessário outra solução de transporte a curto prazo.

Assim iniciou-se a construção de um pipeline entre a IPR e a fábrica em Estarreja, que ficou em funcionamento contínuo desde outubro de 1993. 

Esta infraestrutura da CIRES, permite desde então, em elevadas condições de segurança, a transferência de cerca de 200 mil ton/ano de Cloreto de Vinilo.

Com uma cadência de três vezes por mês, a viagem destes navios processa-se de forma ininterrupta, diretamente das instalações da SHIN-ETSU International Europe B.V. na Holanda para o porto de Aveiro.