P V C
O que é?
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O seu nome: Policloreto de Vinilo (PVC). É um material
plástico sólido que se apresenta na sua forma original, como um pó de cor
branca. Fabrica-se por polimerização do monómero de cloreto de vinilo (VCM)
que, por sua vez, é obtido do sal e do petróleo. Foi patenteado como fibra
sintética há mais de oitenta anos e em 1931 começou a sua comercialização.
O consumo mundial é actualmente cerca de 30 milhões de toneladas anuais, das quais
25% são utilizadas na Europa Ocidental, o que o torna um dos plásticos com
maior procura.
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De onde provém?
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43% do peso da molécula do PVC provém do petróleo e 57% do sal, fonte
inesgotável. Pode afirmar-se, portanto, que o PVC é o plástico com menor dependência
do petróleo, de que há disponibilidade limitada. por outro lado, é de
destacar que só 4% do consumo total do petróleo se utiliza para fabricar
materiais plásticos, e desses, só uma oitava parte corresponde ao PVC.
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Como é?
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É leve, quimicamente inerte e completamente inócuo. Resiste ao fogo e às intempéries,
é impermeável e isolante (térmico, eléctrico e acústico), de elevada
transparência, protege os alimentos, é económico (relação
qualidade/preço), fácil de transformar (por extrusão, injecção,
moldação-sopro, calandragem, termo-moldação, prensagem, recobrimento e
moldagem de pastas), e reciclável.
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Em que se utiliza?
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| Dados de 2001 |
Qual a sua vida útil?
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Utiliza-se principalmente em aplicações de longa duração
- Longa duração - 64%:
Tubos, janelas, portas, móveis, etc. A sua vida útil varia entre os
15 e os 100 anos
- Média duração - 24%:
Electrodomésticos, automóvel, tapeçarias, mangueiras, brinquedos, etc.
A sua vida útil varia entre 2 e 15 anos.
- Curta duração - 12%:
Garrafas, boiões, filmes para embalagens, blisters. A sua vida útil
varia entre 0 e 2 anos.
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Quem o fabrica?
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Hoje em dia, em Portugal, existe um único produtor de PVC: a Companhia
Industrial de Resinas Sintéticas, CIRES, S.A., situada em Estarreja, e com uma
capacidade de produção anual de cerca de 260 mil toneladas.
Esta companhia subscreveu o Compromisso do Progresso (Responsible Care), um
compromisso activo e público das empresas para o continuo progresso das suas
actividades em relação à segurança, à saúde e ao meio ambiente, coordenado
em cada país pela correspondente Federação Química.
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Flexibilidade de Formulação
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As características especiais do PVC permitem-lhe ser formulado com diversos
aditivos, dando origem a compostos destinados ao fabrico de produtos rígidos ou
flexíveis, transparentes ou opacos, compactos ou espumas. Os aditivos que se
utilizam tanto no fabrico do PVC como dos seus compostos estão sanitariamente
autorizados e cumprem as prescrições exigidas pelas legislações portuguesa e
comunitária. A inocuidade do PVC, referenciada pela experiência de mais de
cinquenta anos, torna-o um material óptimo para aplicações médicas,
sanitárias e alimentares que requerem um alto rigor de pureza e
qualidade.
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O grande desconhecido
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O PVC, produto de grande desenvolvimento industrial e comercial, alcançou um
nível de utilização dificilmente igualável, o que, como é usual acontecer,
trouxe consigo as mais variadas críticas.
Dada a falta de rigor e de base cientifica de certas afirmações, o PVC é
ainda hoje considerado como desconhecido. Uma das missões deste documento é
contribuir para clarificar conceitos.
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A sua estabilidade, uma vantagem
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Tal como a maioria dos plásticos, não se degrada nem se dissolve na água,
não apodrece, o que é uma vantagem, pois permita-lhe ser um material idóneo
para aplicações de média e longa duração (88%), o que constitui uma
vantagem competitiva sobre outros materiais não degradáveis. No entanto, o uso
do PVC, como grande generalidade dos materiais sintéticos, comporta no final a
sua reaparição como resíduo. Há que considerar, neste caso, fundamentalmente
as aplicações de curta duração (12%).
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Respeito pelo meio ambiente
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A indústria preocupada com a protecção do meio ambiente, utiliza três
tipos de procedimentos pela valorização dos resíduos de PVC.
* Reciclagem mecânica: Por este método consegue-se dar uma segunda
vida ao material, transformando-o num objecto de PVC completamente distinto do
original. Este procedimento utiliza-se praticamente desde o inicio da
comercialização do PVC, e é muito utilizado em diversos países da União
Europeia. Para um melhor aproveitamento dos 0,7 % de PVC, contido nos resíduos
sólidos urbanos (RSU), é preciso efectuar uma recolha selectiva dos materiais.
Em Portugal foi recentemente criada a Sociedade Ponto Verde (SPV) que terá a
responsabilidade da retoma dos resíduos urbanos, previamente recolhidos
selectivamente, e garantir a sua reciclagem (encaminhamento, reciclagem e
destino final dos materiais reciclados)
* Valorização energética: Este sistema permite a
recuperação da energia contida no PVC. Uma vez concluída a função para que
foi criado, recupera-se a energia térmica que contém, ao ser queimado numa
incineradora com depuração de gases. A presença do PVC nos RSU não apresenta
nenhum problema para as instalações de incineração equipadas com sistemas de
neutralização e depuração de gases como preconizam as Directivas 89/369 e
89/429 da U. E., de cumprimento obrigatório.
*Valorização de matéria prima: Neste caso submete-se o resíduo
plástico a diversos processos químicos para o decompor em produtos mais
elementares. Este procedimento encontra-se actualmente em fase de
experimentação.
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A Chuva
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Os vulcões, oceanos, pântanos, turfeiras, incêndios florestais, entre
outras, são fontes naturais de dióxido de enxofre (SO2) e de óxidos de azoto
(NOx) principalmente e, em menor medida, de acido clorídrico (HCL), os quais
contaminam a chuva e lhe conferem uma certa acidez (chuva ácida) nas zonas onde
ocorrem estes fenómenos naturais. As centrais térmicas, algumas
industrias e actividades humanas, tão usuais como o uso do automóvel e o
funcionamento dos aquecimentos domésticos, produzem um efeito semelhante.
Há que sublinhar, no entanto, que do total de chuva ácida possível, só 2%
são atribuídos ao HCI e, destes 2%, unicamente 0,25% poderiam corresponder à
incineração do PVC, no pressuposto de que nenhuma incineradora utilizasse o
sistema de neutralização de gases obrigatório. Uma vez mais há que recordar
que as Directivas Europeias obrigam à existência deste equipamento,
independentemente de que os RSU contenham ou não PVC.
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Tecnologia limpa
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Os ensaios que se realizaram em incineradoras municipais de Paris, Hamburgo,
Milão, Amsterdão, Pittsfield (Massachussets), etc., demonstraram que a
formação de dioxinas é independente da presença do PVC nos RSU mesmo quando
o conteúdo do PVC seja aumentado em cinco vezes a sua quantidade habitual.
Também chegaram a estas conclusões as Universidades de Umea (Suécia), Leidem
(Holanda) e outras. A tecnologia actual, através de um controlo analítico das
emissões e das condições de operação tais como a temperatura, tempo de
permanência na câmara de combustão, turbulência, excesso de oxigénio (O2),
etc, permite garantir o total respeito pelo meio ambiente e pela segurança da
população. As Directivas comunitárias recolhem a descrição da melhor
tecnologia disponível na actualidade.
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Não é inflamável
Completamente Inócuo
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O PVC não é , nem pode ser, cancerígeno, devido à sua inércia química.
Esta afirmação está confirmada por diversos estudos, especialmente, para
citar o mais recente, as últimas experiências em grande escala realizadas pelo
Dr. Maltoni, cujos resultados foram apresentados no Simpósio de Trieste em
Julho de 1993. Precisamente pela sua inocuidade é habitualmente utilizado em
sectores que requerem um elevado grau de pureza e qualidade, tais como o
alimentar, o sanitário e o hospitalar, em que as suas prestações têm um
amplo acolhimento.
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Para concluir: O seu ecobalanço
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A Análise do Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica cientifica e objectiva que
trata de valorizar a relação entre os recursos naturais usados, a energia
utilizada durante a sua produção, no desenvolvimento da sua vida útil e a sua
conversão em resíduos.
A esta técnica também se chama ecobalanço e é a ferramenta
indisponível para:
- Que os legisladores possam decidir as normas para o
meio-ambiente.
- Comparar produtos e processos, determinando qual é o mais conveniente do
ponto de vista meio-ambiental.
- Analisar de forma independente cada uma das etapas que constituem o Ciclo
de Vida de um produto, fabricação, distribuição, consumo e eliminação dos
resíduos gerados.
- Ajudar a decidir quais o produto e o processo mais adequados num
determinado âmbito, isto é, num país, num tempo, numa circunstância...
O modelo europeu desenvolvido até agora para estabelecer o ecobalanço, não
foi reconhecido universalmente. No entanto, os estudos realizados até à data
em produtos concretos, tais como embalagens e janelas mostram uma excelente
posição ecológica do PVC.
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Links
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