A CIRES foi fundada em 1960 como um empreendimento conjunto entre empresas portuguesas e duas empresas industriais japonesas, constituindo a primeira joint-venture industrial luso-japonesa da Europa. A CIRES arrancou com um capital inicial de 100 000 euros, sendo principais accionistas a Mitsui & Co. (25%), a Shin Etsu & Co. (25%), o Banco Português do Atlântico, (20%) e o Banco Pinto & Sotto Mayor (15%). O capital tem vindo a ser sucessivamente aumentado para o valor actual de €15 000 000. A composição accionista sofreu, a longo do tempo, algumas modificações mantendo-se desde sempre a Shin-Etsu com uma participação relevante. Na sequência da Oferta Pública de Aquisição lançada pela Shin Etsu International Europe, B.V., a Shin Etsu, empresa líder no mercado mundial das tecnologias de fabrico de PVC de tipo suspensão, adquiriu a totalidade do capital social da CIRES. Em Portugal a CIRES foi pioneira no fabrico de materiais termoplásticos, desde logo se destacando pela superior qualidade dos seus fabricos e o apoio de assistência técnica a clientes, factores que constituíram - em período decisivo do desenvolvimento da indústria transformadora de plásticos - a principal alavanca do progressivo crescimento dos consumos de PVC e da consolidação da actividade da Empresa. A CIRES começou a sua actividade industrial em 1963 com uma capacidade até 3600 toneladas/ano, produzindo apenas PVC do tipo suspensão (PVC-S), cuja marca registada é VICIR-S. Em 1982 arrancou a produção de resinas de PVC do tipo emulsão para pastas (PVC-E), o VICIR-E. A constante modernização das instalações industriais constitui uma permanente linha de força da gestão, dispondo a CIRES de uma das mais modernas e competitivas unidades industriais da Europa apetrechada com o state of the art das tecnologias, de forma a obter elevados níveis de performance designadamente em termos de produtividade e de garantia da qualidade dos fabricos. Actualmente a CIRES e as suas empresas associadas (Previnil, Bamiso, Cygsa, Sociprev) representam um volume de negócios na ordem dos 160 milhões de euros e uma força de trabalho de cerca de 220 pessoas. No desenvolvimento da empresa assumiu especial relevância a integração no Grupo CIRES de empresas transformadoras de PVC, designadamente a PREVINIL, sediada em Alverca, em 1991, e a CYGSA, sediada em Mendavia (Logroño) em 1992/93, empresas com fabrico de compostos de PVC para todas as aplicações. Estas aquisições consolidaram a estratégia de desenvolvimento da CIRES e contribuíram para o desenvolvimento dos mercados de aplicações de PVC. Por outro lado, no sentido de se conseguirem ganhos de competitividade em áreas sensíveis, foram estabelecidas, pela CIRES duas empresas essencialmente instrumentais: A BAMISO, uma empresa de produção de vapor e energia, constituída em 1994 e a SOCIPREV, uma empresa de mediação de seguros.